quarta-feira, 16 de novembro de 2011


Carl Jung e o Mundo dos Espíritos

 (1o Artigo)
Uma série de três artigos foi publicada pela centenária revista italiana “Luce e Ombra” (Luz e Sombra), enfocando as experiências mediúnicas do fundador da moderna psiquiatria, Carl Gustav Jung (1885-1961), que privou da convivência do igualmente famoso Sigmund Freud(1856-1939), considerado o Pai da Psicanálise. Jung, porém, por aceitar a reencarnação e a comunicabilidade dos espíritos, deu um largo passo para melhor conhecer e compreender determinados sintomas da loucura, visões, sonho e algumas manifestações patológicas mal interpretadas pela ciência, como, por exemplo, a catalepsia, vista pelo cientista da psique como um determinado tipo de mediunidade.
No primeiro dos artigos, divulgados pela revista italiana e assinado pela médium e divulgadora espírita Paola Giovetti, importantes revelações são feitas e narrada a intimidade do Dr. Jung em reuniões mediúnicas, sem esquecer de trazer à tona como tudo havia começado para o jovem Carl Jung, desde tenra idade. Ele sabia do teor dos diálogos mantidos pelo seu pai com o Espírito Emilie, que fora nada mais nada menos que sua mãe, desencarnada quando era ainda bem pequeno. Esses encontros, entre o pai e o espírito da mãe, eram tão freqüentes e levados a sério que o pai de Jung mantinha uma cadeira propositadamente vazia em seu escritório, para “acomodar” o espírito visitante e com ele manter longos diálogos. E estas tertúlias provocaram ciúme na nova esposa, pois o pai de Jung era casado em segundas núpcias. Donde se pode concluir pela autenticidade do fenômeno, e neste caso específico, que o Sr. Jung fosse médium auditivo e muito bem dotado de  mediunidade de vidência.
Eis, sem dúvida, o ponto de partida, o toque inicial que iria se desenvolver no correr dos anos e que acompanharia Carl Jung por toda a sua existência terrena, fazendo dele um grande estudioso dos fenômenos mediúnicos e deles tirando substanciosos ensinamentos e provas contundentes da comunicabilidade entre encarnados e desencarnados.
O segundo artigo, também divulgado no mesmo número da revista, pois estão seqüenciados, descreve a intimidade de Carl Jung na Suíça e é o resultado de uma visita que lhe foi feita em março de 1949 pelo estudioso da fenomenologia espírita Gastone de Boni, amigo de Ernesto Bozzano. Foi uma longa e proveitosa entrevista, que revelou interessantes detalhes sobre o comportamento de Jung, que residia então às margens do lago Zurique, num pequeno castelo onde vivia com a família, também conhecido como "La Torre".
Diante daquele estudioso e divulgador espírita, Carl Jung sentiu-se bem à vontade para comentar suas experiências e oferecer ao entrevistador uma série de fotos, inclusive com a família, e que foram estampadas pela revista para ilustrar os referidos artigos. Nesta entrevista, Jung estendeu-se sobre o assunto, e esse rico diálogo entre ambos veio contribuir para uma melhor apreciação sobre a real personalidade do Dr. Jung e de como este via e interpretava a mediunidade e os Espíritos que se serviam deste veículo de comunicação entre os mundos físico e material.
No terceiro artigo apresentado pela entrevista, o último da série, temos a assinatura do atual presidente da “Fondazione Biblioteca Bozzano – De Boni”, Massino Biondi, que dá um enfoque ampliado da vivência de Jung junto aos médiuns e aos espíritos. Igualmente contribui com uma riqueza de detalhes curiosos e valiosos sobre a infância de Carl Gustav Jung. Evidentemente, e não poderia deixar de ser, o enfoque é sob as lentes do Espiritismo.
O primeiro artigo traz o sugestivo título “O envolvimento de Carl Gustav Jung com as temáticas paranormais e espirituais”. O segundo é intitulado “Uma visita a Carl Gustav Jung”. E o terceiro e último da série, “Horizontes espiritistas de Jung”, que também traz revelações preciosas sobre as experiências mediúnicas vividas por Jung com dois grandes e reconhecidos médiuns austríacos, e da amizade entre Jung e o pesquisador Scherenck-Notzing.
Fonte: SEI  Boletim nº 1901 - 04/09/2004

Uma Premissa Para o Caminho Espiritual

Fora da Caridade não há Salvação

Meus filhos, na máxima “fora da caridade não há salvação”, estão encerrados os destinos  dos homens, na Terra, porque à sombra deste estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como a auréola santa, na fonte dos eleitos, e, na terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si. Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos assim meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as conseqüências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiques o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação.
Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar o luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma coisa só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam.

Paulo, o apóstolo
Do livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo